Sempre pra cima

“O Lado Bom da Vida”
oladobomdavida

Como você tem vivido seus dias: com otimismo ou com a negatividade em primeiro lugar? Vou tentar me explicar… Num dia de folga, meio que intimei a minha sobrinha Tayane, de férias do banco em que ela trabalha, a assistir a um filme comigo, já que ela não é tão fã das telonas como o tio. Já no cinema, apontei para o cartaz do filme e frisei que iríamos ver tal filme porque… Ela não deixou eu terminar a frase, e foi logo completando: “Você já viu todos os outros em cartaz, né, tio Lu?!”. Assim, fiquei com receio de ela não gostar tanto do tema de “O Lado Bom da Vida”, mas fui logo falando que era um romancezinho diferente, que recebeu oito indicações ao Oscar de 2013, e que a nossa tarde ia ser, no mínimo, cultural – com sorvete. Mesmo sem saber muito sobre a sinopse, o que queria ver mesmo eram as atuações dramáticas de Bradley Cooper, aquele de “Se Beber, Não Case” e que só fazia comédia, e de Jennifer Lawrence, aquela menininha sagaz de “Jogos Vorazes” – o que tenho a dizer é que eles mereceram, e muito, a indicação de melhor ator e melhor atriz (no fim, ela ainda ganhou a estatueta).

Vamos ao filme: Pat (Cooper) é um professor apaixonado que, num certo dia, entra em casa e pega, no flagra, sua esposa transando com um colega de trabalho mais velho. Ele não suporta a cena, arrebenta a cara do traidor e é internado em uma clínica psiquiátrica por bastante tempo. Ao sair de lá, o já perturbado homem, fissurado em sua antiga relação, tenta retomar sua vida e conhece por acaso Tiffany (Lawrence). Aí, você, fã de cinema, como o tio que vos escreve, ou não, como a sobrinha dele de 22 anos, já percebe que uma historinha entre os dois vai desenrolar. A forma com que isso vai acontecer é que é instigante e maravilhosa.

Dentre personagens fortes, como os pais de Pat, vividos por Robert De Niro e Jacki Weaver, os dois protagonistas, problemáticos até mandar parar, se completam da maneira mais louca e fofa, como se fossem feitos um para o outro. Durante todo o filme, Pat se guia e tenta se readequar à sociedade com a otimista filosofia pessoal do “Excelsior” (“sempre pra cima”, em latim), o que o deixa ainda mais cativante. A ideia fixa de reencontrar a esposa traidora e remontar sua vida, com a ajuda dessa filosofia e dessa nova mulher em sua vida, nos faz refletir que, se o otimismo faz parte da vida de um pós-internado, por que não podemos adequar o nosso dia a dia a esse esquema poderoso? Temos a tendência absurda de reclamar da vida como alguém que está sempre no fundo do poço. O raio de luz e de esperança é que deve nos mover. Se, por um lado, tenho motivos para xingar, por outro, não é sendo pessimista e negativo que irei resolver os meus problemas.

Pat dá um show de disciplina, de envolvimento, de espontaneidade. Tiffany vence pela persistência, pela razão, pela disponibilidade… Dois personagens que, na vida real, seriam taxados de insanos por não se encaixarem nos padrões da sociedade e julgados por ela até mesmo pela forma como buscam suas expectativas. Devemos, sim, enxergar o lado bom da vida para, assim, aceitarmos o que temos e construirmos um futuro não tão distante. Devemos aprender com os erros, chutar o balde, seguir em frente; sempre pra cima! É… Se até de um romancezinho diferente e emocionante de uma tarde cultural entre tio e sobrinha consegui retirar essa mensagem, imagine o que eu posso fazer com a minha vida.

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