“Projeto Gemini”: Quando o cinema alcança um real bem surreal

Imagine ser caçado por um clone seu, só que muito mais jovem, mais rápido, mais inteligente, mais forte, mais sagaz… Pois no novo filme de Ang Lee, o esperado “Projeto Gemini”, em cartaz nos cinemas, o personagem do astro Will Smith, no alto de seus 51 anos, quase aposentando, é caçado furiosa e misteriosamente por um clone de si mesmo, só que uns 25 anos mais novo. A ideia em si é excelente, principalmente porque o diretor usa uma tecnologia de ponta nunca antes vista no cinema. E é impressionante como o filme é realista! Em alguns momentos, focando o personagem mais novo, parece que você está vendo aquele Will garotinho da série de comédia “Um Maluco no Pedaço”. E o verdadeiro bug na sua cabeça vai ficando ainda maior quando as perfeitas sequências de fuga e de luta entre o mais velho e o mais novo tornam-se mais presentes. É realmente tudo muito real!

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E tem mais: a mente visionária de Ang Lee se completa com a inovadora experiência cinematográfica 3D+, que traz uma tecnologia que permite a exibição de filmes em 60 FPS (quadros por segundo), o que resulta em um visual que impressiona pela profundidade e quantidade de detalhes. A 60 quadros (o que representa mais que o dobro do formato padrão, que tem por base 24 quadros), as cenas de ação ficam ainda mais intensas – dá pra se notar mais detalhes dos cenários, movimentos e até de pequenas partículas que se espalham durante as explosões. E ele sabe usar muito bem isso, com tomadas abertas e uma fotografia impactante. É um 3D realmente incrível!

E ainda tem outro detalhe para se impressionar: nos Estados Unidos, a superprodução de ação foi gravada a 120 quadros por segundo, resolução 4k e câmeras 3D, mas somente alguns cinemas norte-americanos estão preparados para esse tipo de tecnologia. Se as imagens que você pode ver aqui no Brasil, a 60 quadros, já são o retrato da perfeição, imagine como você sairia até tonto de uma sala de cinema gringa dessas. Só nos resta sonhar!

Mas esse sonho perfeito vem com algumas pequenas imperfeições. Nas cenas de ação da história, que é mais um daqueles roteiros alucinantes como de “Missão Impossível” e “007”, nota-se o caráter ultra hiper mega realista das imagens, que, em alguns momentos, chegam a lembrar a estética dos videogames. E isso não é tão bom! Numa cena de fuga de moto, por exemplo, há uma tridimensionalidade exacerbada, em que os movimentos ficam até muito mais acelerados, iguais aos dos games. É um realismo que atrapalha a realidade da cena. Outro ponto negativo é que, seja analisando a tecnologia dessas imagens de ação ou do que foi usado no rosto do Will mais jovem, o espectador perde um pouco a preocupação com o filme para ficar buscando até mesmo possíveis falhas. Nesse ponto, a imersão na narrativa fica prejudicada.

Mas, cá entre nós, nada disso tira o valor de uma quase perfeição dessa nova prática cinematográfica, que certamente vai servir de pontapé para futuras experiências. Na real, advinha quem ganha com essa nova realidade surreal?

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Confira os trailers:

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